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Diário Matinal

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Terça-Feira, 22 de agosto de 2017

 
 

Bom dia,

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Sondagem da indústria sobe em agosto. A prévia da Sondagem da Indústria apresentou alta de 1,5 ponto em agosto em relação ao número final de julho, ficando em 92,3 pontos. A recuperação das perdas recentes da confiança industrial advém tanto da melhora nas avaliações sobre o momento presente quanto das perspectivas para os meses seguintes. O Índice da Situação Atual  subiu 0,9 ponto, para 89,3 pontos, e o Índice de Expectativas aumentou 1,9 ponto, para 95,3 pontos. Já o resultado preliminar de agosto indica queda de 1,0 p.p. no Nível de Utilização da Capacidade Instalada da Indústria, para 73,7%.

Agenda política agitada. Hoje o destaque da agenda é a leitura na comissão mista do Congresso que analisa a MP 777, que cria a taxa de longo prazo (TLP), às 15h, com perspectiva de maioria a favor da TLP. E ainda hoje, o plenário da Câmara dos Deputados deverá analisar o Distritão, que trata da reforma política e prevê um novo sistema para eleição de vereadores, deputados e senadores, e também a criação de um fundo com dinheiro público para financiar campanhas eleitorais.

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Confiança do investidor alemão cai em agosto. O índice de expectativa econômica, medido pelo ZEW, caiu para 10 pontos, ante os 17,5 pontos de julho. E também ficou bem abaixo das projeções de mercado que esperavam uma queda do indicador, em relação a julho, mas a surpresa foi o tamanho da redução, pois projeções apontavam para 15 pontos. Com essa queda o indicador segue o terceiro mês seguido de declínio, refletindo os receios dos investidores com o fortalecimento da economia na Zona do Euro. E na Zona o Euro, o índice veio em 29,3 pontos, também abaixo dos 34,2 projetados, e do reportado em julho de 35,6 pontos.

Agenda fraca nos EUA. O destaque do dia fica com o índice de preços de moradias de junho que sairá às 10h, com perspectiva que fique sem alterações, próximo ao apresentado na última divulgação. E às 11h, serão revelados os dados da sondagem industrial compilados pelo Fed de Richmond.

Bolsas Mundiais avançam. A maior parte das Bolsas asiáticas fechou com ganhos nesta manhã, no embalo da valorização das commodities e na expectativa com os dados da atividade chinesa, que serão divulgados logo cedo, às 10h. Na Europa, o movimento majoritário também é de alta, a despeito dos índices de expectativas mais fracos, como mencionamos acima, e em razão, principalmente, da expectativa de uma postura mais conservadora de Draghi na retirada dos estímulos monetários. Por aqui, a notícia de privatização da Eletrobras, traz a percepção de que o governo está bastante engajado no ajuste fiscal, o que tende a trazer certo ânimo para o mercado bursátil no curto prazo.
 
    
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Eletrobras (ELET6) será privatizada. Os papéis da elétrica devem responder de forma positiva ao comunicado do Ministério de Minas e Energia, que deve incluir a proposta na MP que visa a reforma do setor elétrico. A ideia é realizar uma oferta pública de ações, onde o governo, ao não subscrever, será diluído, mas mantendo alguma participação, nos moldes do "golden share", ou seja, com direito a veto em determinadas pautas. De toda forma, a novidade, que estava totalmente fora do radar, deve impulsionar a ELET6 no curto prazo, bem como outras estatais.

CADE aprova compra da Check In, do Grupo Trend, pela CVC (CVCB3). O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) aprovou, sem restrições, a aquisição, por parte da operadora de turismo CVC, de 90% do capital social da Check In, empresa faz parte do Grupo Trend. Para fechar o negócio, a Check In passará por uma reorganização societária para adquirir a totalidade do capital social de Shop Hotel, Trend Tech, Trend Travel e TCW, além dos 30% antes pertencentes à Trend Travel no capital social da VHC Hospitality, todas subsidiárias do Grupo Trend. Com isso, após a compra da Check In já reorganizada, a CVC deterá o controle do negócio de intermediação de produtos e serviços turísticos terrestres (incluindo hotéis, ingressos de parques, aluguéis de carros e receptivos) e aéreos, seja para o segmento de lazer seja para o corporativo, dessas empresas que integravam a Trend. Essa operação foi anunciada em maio por cerca de R$ 258 milhões e, em nossa visão, a aquisição da Check In constitui uma boa oportunidade estratégica, complementar às operações da CVC, fortalecendo, assim, sua posição de liderança no setor de viagens no Brasil. No entanto, os ativos CVCB3 já reagiram positivamente no pregão de ontem em meio a decisão do CADE, o que poderá mitigar o efeito para a sessão de hoje.

Divergência no conselho da Oi (OIBR4) atrasa novo plano de recuperação. Desentendimentos crescentes dentro do conselho de administração da Oi vêm atrasando a finalização de uma nova versão do plano de recuperação judicial da companhia já com a inclusão do aumento de capital aprovado pelo colegiado em julho. Os conselheiros independentes e os indicados pelo fundo Société Mondiale, ligado ao empresário Nelson Tanure, divergem principalmente com relação aos valores e prazos da capitalização. Tanure busca restringir ao máximo a diluição de sua participação acionária na operadora, onde o Société Mondiale detém 5,28% do capital da Oi, percentual inferior apenas ao dos portugueses da Pharol (22,24%), maiores acionistas individuais da operadora. O BNDES indicou dois conselheiros independentes dos 11 membros efetivos que compõem o colegiado da Oi e a instituição de fomento defende uma capitalização superior a R$ 5 bilhões, ante a proposta apresentada pela companhia de R$ 8 bilhões. Ainda nesta semana, a Oi terá de apresentar resposta detalhada ao ofício da agência reguladora, enviada no último dia 9 ao conselho de administração da companhia, solicitando, entre outras coisas, atualização do plano de recuperação judicial. Seguimos acompanhando de perto a situação da Oi, mas acreditamos que a tendência de alta volatilidade em seus papéis permanecerá em virtude das inúmeras incertezas que cercam a companhia.

Permuta de ações GGBR3 para GGBR4 ocorre hoje. Hoje, às 15h, deve ocorrer a OPA das ações ordinárias da Gerdau (GGBR3) mediante a permuta por ações preferenciais (GGBR4), na proporção de 1 PN para cada 1 ON. Recomendamos  aos investidores que possuam GGBR3 a aderir a proposta, sobretudo por conta da liquidez, já que em termos financeiros a operação é neutra (ambos os papéis encerram o pregão de ontem com a mesma cotação, de R$ 11,03). Para saber mais sobre o processo acesse aqui o comunicado que divulgamos recentemente.
 
AGENDA DE DIVIDENDOS
 
 

Bons negócios.